Você sabia que existem mais de 200 códigos de pagamento no INSS?

Muita gente não imagina, mas o INSS utiliza uma grande variedade de códigos para identificar o tipo de contribuição feita pelo segurado. São mais de 200 códigos diferentes, cada um representando uma categoria, situação ou tipo de recolhimento específico.

Esses códigos servem para indicar se o contribuinte é MEI, autônomo, segurado facultativo, doméstico, empregado, advogado, produtor rural e muitas outras possibilidades. Eles também mostram se o pagamento é mensal, complementar, em atraso, com juros, sem juros ou referente a competências passadas.


Por que isso importa?


A escolha do código correto é essencial, porque ele define como aquela contribuição será interpretada pelo INSS. Quando o segurado utiliza um código errado, o sistema pode:


* não reconhecer o recolhimento

* não contar o período como tempo de contribuição

* não considerar a carência

* registrar o pagamento como se fosse de outra categoria

* exigir comprovação extra ou correção posterior


Muitos segurados só descobrem o erro anos depois, quando vão se aposentar e percebem que parte das contribuições não foi validada.


Quem mais erra o código?


Erros são comuns principalmente entre:


* autônomos que mudam de categoria e continuam usando o mesmo código

* facultativos que pagam em atraso sem ajustar o código

* MEIs que tentam complementar contribuição, mas usam o código incorreto

* segurados que pagam guias geradas por terceiros sem conferir os dados


Também é comum o segurado recolher com código diferente do tipo de atividade que realmente exerce, o que pode gerar problemas na hora de comprovar tempo de contribuição.


Como evitar esse problema?


A melhor forma de evitar complicações é:


* conferir o código antes de emitir a guia

* verificar a categoria correta no site da Receita ou do Meu INSS

* guardar comprovantes de pagamento

* revisar periodicamente o CNIS

* consultar um profissional quando houver dúvida


A orientação correta evita retrabalho, perda de tempo e surpresas desagradáveis no momento em que o segurado mais precisa de estabilidade.