Na prática, o fator previdenciário considera três elementos principais: a idade do segurado, o tempo total de contribuição e a expectativa de vida, conforme dados divulgados pelo IBGE.
Esses fatores são combinados em uma fórmula matemática que busca ajustar o valor do benefício de forma proporcional ao tempo que o segurado contribuiu e à estimativa de quanto tempo deverá receber a aposentadoria.
Dessa forma, quanto mais tempo o trabalhador permanecer contribuindo e quanto maior for sua idade no momento da aposentadoria, maior será o valor do benefício. Por outro lado, quem se aposenta mais cedo tende a ter o valor reduzido, já que o fator previdenciário aplica um redutor.
Com a Reforma da Previdência de 2019, o fator previdenciário passou a ter aplicação mais restrita, sendo utilizado principalmente nos casos de direito adquirido, ou seja, quando o segurado já havia preenchido os requisitos para se aposentar antes da reforma.
Mesmo assim, compreender seu funcionamento é fundamental para quem planeja o futuro previdenciário e deseja garantir uma aposentadoria mais vantajosa.
Em resumo, o fator previdenciário foi criado como uma ferramenta de sustentabilidade do sistema previdenciário, buscando equilibrar o tempo de contribuição e o tempo de recebimento dos benefícios, sem deixar de proteger o direito dos segurados.