Aposentados e pensionistas do INSS que comparecerem às urnas nas eleições podem ter esse registro utilizado como uma das formas de comprovação de vida perante a Previdência Social.
Isso acontece porque o atual sistema de prova de vida permite que o Instituto Nacional do Seguro Social utilize informações existentes em bases de dados para identificar atos realizados pelo beneficiário e confirmar que ele está vivo.
Entre essas informações podem estar os registros relacionados à votação.
Na prática, os dados da Justiça Eleitoral podem ser compartilhados para cruzamento com as informações do INSS, contribuindo para que a prova de vida seja realizada sem que o aposentado ou pensionista tenha de se deslocar especificamente para cumprir essa finalidade.
Prova de vida não depende somente do voto
É importante destacar que votar é apenas uma das possibilidades que podem ser consideradas pelo INSS.
O Instituto pode utilizar diferentes registros existentes em bases públicas e privadas para realizar a comprovação. Atendimentos realizados pelo cidadão e a emissão de determinados documentos, por exemplo, também podem contribuir para esse cruzamento de informações.
A utilização dos dados eleitorais já teve impacto significativo anteriormente. Em 2024, aproximadamente cinco milhões de atualizações de prova de vida foram realizadas a partir do cruzamento de informações relacionadas às eleições.
Quem não votar terá a aposentadoria suspensa?
Não automaticamente.
A ausência do beneficiário nas eleições não significa, por si só, que sua aposentadoria ou pensão será interrompida. Como o comparecimento às urnas representa apenas uma das informações que podem ser utilizadas na prova de vida, o INSS poderá considerar outros registros disponíveis.
A informação é especialmente importante para beneficiários com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo.
Portanto, o aposentado ou pensionista não precisa votar com a finalidade específica de manter o benefício previdenciário.
O comparecimento às urnas funciona como mais uma informação que pode auxiliar o INSS na confirmação da vida do segurado, dentro de um modelo que busca realizar esse procedimento por meio do cruzamento de dados e reduzir a necessidade de deslocamentos exclusivamente para a prova de vida.